terça-feira, 10 de Setembro de 2013

José Costa chegado ao Rio aos comandos de um WACO pela Aviação Militar Brasileira.

A matrícula (indistinguível).

O outro piloto a bordo e mais uma pessoa não não identificada.
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quarta-feira, 4 de Setembro de 2013

José Costa (CaniçoConcelho de Santa CruzIlha da MadeiraPortugal22 de Fevereiro de 1909— CorningEstado de Nova IorqueEstados Unidos da América,11 de Novembro de 1998) foi um exemplar aviador luso-americano , que alcançou grande notoriedade internacional com o seu voo entre os Estados Unidos da América e Portugal, em 1936.

José Costa era natural do Caniço (Concelho de Santa Cruz, Madeira), e emigrou para os EUA com 4 anos, mas falava português e nunca perdeu a ligação com a terra. Mais conhecido como Joseph A. Costa ou Joe Costa, radicou-se em Corning, no estado de Nova Iorque, foi piloto aviador, instrutor de voo, inspector daAdministração Federal de Aviação americana, reparador e vendedor de aeronaves. Fundou uma empresa de aviação que ainda hoje tem o seu nome, Costa Flying Service, que opera no aeroporto Corning–Painted Post Airport. O seu filho, Joseph R. Costa ficou a gerir a empresa até se reformar e vendê-la a outros sócios, e é actualmente director do aeroporto.

José Costa ficou para a História como pioneiro da aviação quando em 1936, a bordo do seu Lockheed Vega tentou fazer um voo EUA-Portugal via Brasil. O Avião tinha o nome "Crystal City", e apesar de ter registo americano, ostentava a Cruz de Cristo pintada na fuselagem. Construído em 1929, este Vega foi inicialmente da Statoil, e pilotado pelo pai do astronauta Buzz Aldrin. O NC105N foi adquirido uma segunda vez por José Costa que o re-matriculou como NR105N para "testing and long-distance flying".

Já desde 1930 que José Costa vinha a anunciar a sua determinação em voar desde Nova Iorque para a Madeira5 (apesar de de que a primeira aterragem na Ilha fez-se apenas em 1957).
A meados de 1936 já tinha adquirido o Vega, e estava tudo preparado para descolar, mas vários contratempos fizeram-no adiar a partida vários meses. O início da Guerra Civil Espanhola fez com que o governo americano não autorizasse o voo directo para Portugal, desde modo forçando um viagem via América do Sul. Dúvidas em relação à segurança de voo por parte das autoridades obrigaram-no a fazer revisão ao motor do avião, aguardar parecer sobre quantidade de combustível permitida, e a testes de visão.
O voo começou em Novembro de 1936 do American Airlines Field (agora Elmira-Corning Regional Airport) com destino a San Juan, Puerto Rico, fazendo escala em Miami. Mau tempo fez com que aterrasse emJacksonville no estado da Flórida, e depois rumasse directamente a San Juan. Novamente o mau tempo obrigou-o a aterrar em Santo Domingo, na República Dominicana, a meio de mais um golpe de estado. Foi imediatamente preso, e libertado no dia a seguir para que seguisse viagem evitando problemas burocráticos.
As seguintes pernas foram para Paramaribo na Guiana Holandesa (actual Suriname) e Belém no Brasil. A parte mais complicada viria a seguir, um voo longo por cima da selva até ao Rio de Janeiro. Por falta de gasolina, roubada de um dos tanques, viria a aterrar de emergência num campo em Conceição do Serro (actualmente Conceição do Mato Dentro), Minas Gerais, em Fevereiro de 1937. Não tendo sofrido ferimentos de maior , infelizmente o Vega ficou destruído , salvando-se apenas o motor. Ainda chegou ao Rio aos comandos de um avião, tendo-lhe sido emprestado um WACO pela Aviação Militar Brasileira para que completasse a última perna.

Pese ao ter de abortar a empreendedora viagem, foi alvo de várias homenagens do Brasil, feito amplamente noticiado em jornais locais. A comunidade portuguesa fez-lhe diversas honras , tendo sido convidado para visitar centros culturais e a participar em vários eventos.

O feito é relatado no livro " Revolution in the Sky: The Lockheeds of Aviation's Golden Age" de Richard Sanders Allen.

Está sepultado no cemitério de St. Mary's cemetery em Corning, NY.